CDPJ: Em conjunto sonhar como chegar a todos

O Conselho Diocesano da Pastoral Juvenil (CDPJ) decorreu no passado sábado, dia 11 de outubro, no Seminário dos Olivais. Nesse encontro, os representantes juvenis de toda a diocese refletiram sobre o tema do novo ano pastoral, as propostas para o Sínodo Diocesano de 2016 e acolheram o desafio de D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa, para “uma vida unida a Cristo”.

Neste outubro de 2014, vivemos um tempo eclesial privilegiado. Decorre o Sínodo dos Bispos em Roma sobre a Família e os desafios pastorais que se lhe põem no contexto da nova evangelização. Decorre também, já desde o último Dia da Igreja Diocesana a 15 de junho, uma caminhada da nossa Diocese, polarizada pela realização do Sínodo Diocesano, com assembleia marcada para novembro de 2016, mas já com concretização no dia-a-dia, pela forma sinodal que deve marcar a nossa caminhada em Igreja e a procura de respostas para levar a boa-nova a todos.

Não é novidade nenhuma. Se é verdade que temos de nos entregar a um esforço sério para corresponder ao desafio que o nosso Patriarca nos lança de reflexão e ensaio, no sentido de juntos, sob a inspiração de Deus, descobrirmos renovadas formas de fazer o mesmo de sempre – O sonho missionário de chegar a todos (EG 31) –, também é claro que muito desse esforço mais pensado para responder a esse repto tem já um fruto importante – tentarmos em conjunto sonhar como chegar a todos. E isso é bastante sinodal.
Foi neste ambiente que se realizou mais um Conselho Diocesano de Pastoral Juvenil (CDPJ) no passado dia 11 de outubro. O CDPJ pretende precisamente congregar as diversas realidades de pastoral juvenil da Diocese para as pôr a caminhar juntas. E, também como sempre, não a caminhar juntas só porque sim, mas para um objectivo – evangelizar os jovens mais e melhor. Isso é assim em outubro de 2014, mas também já era em outubro de 1984 e será, se Deus quiser, em outubro de 2034.

Um conselho diocesano é já um acontecimento de comunhão (unidade e diversidade), e um passo fundamental para que ela se realize, se aprofunde e cresça. O próprio conhecimento pessoal entre os conselheiros não é despiciendo: o outro tem um rosto. É claro que os vários “outros” neste “sínodo” trazem consigo uma experiência eclesial que constitui um enriquecimento para o todo. Sentados nesta mesa da comunhão diocesana, podemos conhecer-nos mais, corrigir-nos, potenciar-nos mutuamente, construir em conjunto, obedecer a Deus.
As Bases para a Pastoral Juvenil em Portugal, documento da Conferência Episcopal Portuguesa de 2002, referem-se assim a esta estrutura de comunhão: «Dado o crescente número de movimentos juvenis de sentido e carisma diverso, uns de raiz diocesana, outros ligados a institutos religiosos e laicais e muitos deles orientados por instâncias nacionais e internacionais, torna-se necessário ou pelo menos útil, o Conselho Diocesano da Pastoral Juvenil para proporcionar o encontro de todos e a sua integração no plano pastoral da Diocese, tornando-os participantes, em igualdade, nas iniciativas diocesanas comuns.» (n.26)

Na nossa Diocese são chamados a ser conselheiros do CDPJ os representantes das 17 vigararias da nossa Diocese (escolhidos normalmente de entre as equipas vicariais de pastoral juvenil), dos diversos movimentos juvenis a operar no Patriarcado de Lisboa, tenham ou não expressão supradiocesana, nacional ou internacional, e ainda os dos sectores diocesanos de pastoral universitária e vocacional. Neste sábado, juntamente com a equipa diocesana do Serviço da Juventude, estávamos cerca de 30 pessoas à mesma mesa.
A presidir à comunhão estava o D. José Traquina, Bispo Auxiliar de Lisboa, na ausência do Senhor Patriarca, a participar no Sínodo romano. Com as palavras de D. José, os conselheiros foram mais introduzidos naquele que é um dos temas maiores para este ano, no âmbito da pastoral juvenil: não perdendo de vista o sínodo diocesano, teremos um filão importante no tema da próxima mensagem do Papa para o Dia Mundial da Juventude: “Felizes os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8). Recordou o Senhor Bispo que a proposta desta Bem-aventurança é antes de mais vivida na própria pessoa de Cristo. A ultrapassagem de todos os perigos e pecados que brotam do coração do homem nunca acontecerá sem Cristo e a sua acção em nós. E para que isso aconteça é fundamental a vigilância e uma vida unida a Ele.

Além das temáticas fundamentais, foram também apresentadas as principais actividades diocesanas, bem como alguns recursos de caminhada espiritual e de formação à disposição dos diversos grupos. Houve igualmente tempo para apresentar a proposta de caminho sinodal a ser vivida entre os jovens. Neste contexto, os representantes dos diferentes grupos foram convidados a partilhar os desafios sentidos à comunhão diocesana e a maneira de ultrapassar essas barreiras. Esta partilha teve por base o Guião de Leitura #1, disponibilizado pelo Patriarcado de Lisboa para o caminho sinodal.

texto pelo padre Carlos Gonçalves, Serviço da Juventude


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