JDJ 2017

Com a Jornada Mundial da Juventude ainda na memória, e os olhos postos no centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, mais de mil jovens de todos os cantos da diocese encontraram-se em Odivelas, na Jornada Diocesana da Juventude (JDJ), para escutar, rezar, falar e aprender a abraçar o mundo, com Maria.

 

Sentia-se, em cada expressão, um entusiasmo de que o dia prometia. A cantar, de olhares alegres e sorrisos fáceis, os jovens iam entrando, em grupos, no Pavilhão Multiusos de Odivelas. Foi no passado Domingo, 2 de abril, e os jovens preparavam-se para começar um dia cheio de desafios que se resumiam a um só: ‘Com Maria, abraçamos o mundo’, tema desta JDJ.
O Cardeal-Patriarca de Lisboa é presença habitual, muito celebrada, e vinha mais uma vez encontrar-se com os jovens para uma manhã de conversa. D. Manuel Clemente subiu ao palco montado no pavilhão, perante os olhares expectantes e sorrisos alegres, para refletir sobre as palavras deixadas pelo Papa Francisco na mensagem para a Jornada Mundial da Juventude deste ano. Era, por isso, tempo de falar de Maria, “uma mulher sem medo quando tinha todas as razões para o ter”. A mulher que, por não ter medo, foi “a primeira página onde se escreveu a última história, a história de Deus connosco”. Esse ‘Sim’ de Maria mudou tudo. “E nós estamos aqui por causa do ‘Sim’ daquela jovem, sem medo, que aceitou da parte de Deus esta coisa inaudita de recriar o mundo em si própria”, continuou D. Manuel Clemente, repetindo o desafio já lançado pelo Papa: “Não tenham medo porque com Deus tudo é possível; a Deus nada é impossível”. A prova disso é Nossa Senhora. “Com Maria, devemos acreditar que Deus em nós pode fazer coisas imensas, pode fazer maravilhas”, explicou o Cardeal-Patriarca. É preciso acreditar que “em cada um, com esta disponibilidade, pode acontecer a melhor maravilha do mundo”, garantiu. Até porque “Jesus continua a acontecer. Essa novidade absoluta que Maria aceitou, continua a acontecer”. “Nada disto aconteceria se o ‘Sim’ de Maria não tivesse acontecido primeiro”, apontou.
Perante o pavilhão repleto de jovens, e na presença do Bispo Auxiliar de Lisboa D. Nuno Brás, D. Manuel Clemente apontou ainda para a “revolução” que acontece sempre que, em cada manhã, cada um se dirigir a Deus dizendo: “‘Seja o que Tu quiseres’”. “E com Jesus e Maria é andar para a frente. O futuro está aqui. Não tenham medo e, com o Papa, confiem”, concluiu, entre aplausos.
Era agora tempo para a plateia intervir. Perguntas de jovens inquietos com a fé e curiosos sobre o Papa. “E a oração do Rosário?”, perguntaram. O Cardeal-Patriarca explicou o seu valor: concentra a atenção e “permite-nos reviver os acontecimentos vividos por Jesus”. E a repetição não pode assustar, até porque “quando gostamos de alguém é bom dizê-lo muitas vezes”.

Vamos para o mundo
A conversa ia terminando no Pavilhão Multiusos de Odivelas e os jovens começaram a partir, cantando pelas ruas da cidade, até chegarem ao Jardim da Música. Era tempo para parar e rezar com Maria. Debaixo de um sol primaveril, foram desfiando as contas do terço e, no final do terceiro mistério, deu-se a ‘entrada em campo’ de Fernando Santos, o selecionador da Seleção Portuguesa de Futebol que se dirigiu aos jovens. O campeão da Europa subiu ao pequeno palco, montado no jardim, para abrir o coração e lançar desafios. “O Senhor pede-nos que levemos esta alegria ao mundo. A alegria de um dia O termos encontrado, de O conhecermos, de sabermos que Ele está connosco, que está vivo aqui. É esta a nossa missão: levar ao mundo este amor, este Deus que nos ama, que é fiel, que nunca se engana, que nos exorta sistematicamente”, sublinhou Fernando Santos.
Partilhando que se dirigia a Deus todas as manhãs “pedindo o dom da sabedoria, a perseverança para O seguir e a humildade para O servir”, o treinador referiu que “é este espírito de alegria que nos conduz, que nos pode levar à salvação, que nos move e que devemos transmitir aos outros”. Uma tarefa árdua que se torna “mais fácil sob o manto protetor de Maria”, garantiu o selecionador nacional, terminando com um pedido e um apelo: “Rezem por mim, para que o Espírito Santo continue a iluminar-me. Vamos para o mundo porque é lá que Ele nos quer. É preciso oração forte. Através dessa força, dessa alegria”. E completa como quem anima uma equipa minutos antes de um jogo decisivo: “Vamos a eles! Unidos venceremos”.

Dizer ‘Sim’, como Maria
Na tarde do passado dia 2 de abril, em Odivelas, o sol ia alto enquanto, espalhados um pouco por toda a cidade, e em simultâneo, os testemunhos e desafios eram lançados, escutados, discutidos. A tarde passava-se entre entender como dizer “sim” a Maria em família ou escutar como é possível ser humilde, como Nossa Senhora, no mundo do trabalho.
Aprender a partir e inspirar-se com os testemunhos de Laurinda Alves e de dois jovens que decidiram largar o conforto da casa para se colocarem ao serviço do outro em missão. Ouvir o jornalista João Miguel Tavares afirmar que fazem falta ‘personal trainers’ da alma. Fazer “aquela” pergunta sobre a Igreja, a fé, o mundo a um padre preparado para escutar e responder. Ver o filme sobre a presença do culto a Nossa Senhora de Fátima em todo o mundo, foram alguns dos momentos que reuniram os mais de mil jovens, por diversos locais de Odivelas.

Sai para fora
Depois de uma tarde intensa, tudo culminaria na celebração da Eucaristia. Do Evangelho do V Domingo da Quaresma, ecoou uma frase, frisou D. Manuel Clemente: “Jesus grita para o amigo Lázaro que tinha morrido: ‘Sai para fora’. É o que diz agora, diante de cada um de vós”, garantiu o Cardeal-Patriarca de Lisboa. “Não sei que sinais de morte, de pouca vida, cada um traz dentro de si mas temos diante de nós o Senhor ressuscitado, aqui na Jornada Diocesana da Juventude, como nalgum sítio onde não se possa ser cristão às claras”, apontou. “Em qualquer lado do mundo, em qualquer família amargurada, aí, exatamente, e agora aqui connosco, o Senhor Jesus Cristo diz: ‘Sai para fora. Sai para fora disso, da mesquinhez que te anula, Eu estou aqui, sou o teu Jesus. Não fiques no fundo desse sepulcro. Sai’”, exortou D. Manuel Clemente, propondo ainda um desafio: durante dois minutos, todos os que participavam na celebração da Eucaristia naquele pavilhão alto e comprido, deveriam fechar os olhos. “Sintam e oiçam a frase de Jesus diante de nós e das zonas de sombra que cada um tem e oiçam o Senhor Jesus dizer: ‘Sai para fora. Vive a partir de mim’”, pediu D. Manuel Clemente. E durante dois minutos de silêncio profundo, todos foram Lázaro, e voltaram à vida.


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