Vigília de Pentecostes – O espírito de alegria

No Sábado, 26 de Maio, na Sé de Lisboa, mais de quinhentos jovens celebraram a Festa de Pentecostes numa vigília preparada pelo Serviço da Juventude e presidida por D. José Policarpo. No ano da Alegria, os jovens percorreram, em três momentos, a “história” do Espírito de Deus na vida dos Homens.

 

A alegria no Antigo Testamento – o Espírito Profético

Muitas vezes associamos o Antigo Testamento ao lado mais triste da história do povo de Deus mas muitos eram os que, inspirados pelo Espírito, convidavam à relação com Ele, cantavam os Seus louvores e anunciavam a fonte da verdadeira Alegria que estava para vir – Jesus Cristo. Como no passado, também nesta noite todos entoaram salmos, a uma voz com os antigos, com arte e com alma, com os lábios, com o coração e com a vida: “A nossa alma espera o Senhor: Ele é o nosso amparo e protector. N’Ele se alegra o nosso coração: em Seu nome santo pomos a nossa confiança.”

 

A alegria no Novo Testamento – o Espírito Consolador

Em Jesus Cristo está a alegria que procuramos e que os apóstolos encontraram quando perceberam a sua missão: no discurso inspirado de Pedro que levou à conversão de milhares de crentes e na certeza de João que testemunha o que viu e ouviu, para que ninguém fique de fora da Salvação e do Amor de Deus. Da homilia do Cardeal Patriarca, uma ideia forte: das três pessoas da Santíssima Trindade, o Espírito é o mais apressado, sempre ao nosso lado, ansioso por nos transformar e renovar. Mas nem sempre o deixamos entrar ou abrimos o coração à novidade, à sabedoria, à força que d’Ele pode vir. Ele quer tornar-nos homens e mulheres de Deus, melhores a cada dia. Ele tem pressa. Quer agir. Só depende de nós.

 

A alegria Hoje – o Espírito que envia

O amor do Pai e do Filho derramado nos nossos corações chama-nos a sermos suas testemunhas. É o Espírito Santo que, em cada momento da nossa vida, nos envia aos irmãos. E o compromisso dos que seguem o Itinerário Juvenil lembrou isso mesmo. Cerca de vinte jovens de vários grupos da Diocese, assumiram o desejo de mergulhar na Sua Palavra, na Sua vontade e dele dar testemunho. E receberam das mãos do seu Bispo uma lucerna acesa, que os guia no caminho de comunhão com os irmãos e com a Igreja de Lisboa. No final da noite, de coração tranquilo, todos dirigiram ao Espírito Santo as suas preces e receberam a bênção. O envio de regresso à sua realidade, ao concreto das suas vidas que Deus lhes dá a viver – como os apóstolos que ao sair do cenáculo passaram do medo à alegria, do desânimo à missão, da fraqueza à força, das trevas à claridade, porque deixaram o Espírito renovar seu coração.

 

texto por Cláudia Lourenço


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