X JDJ – Ser discípulo e fazer discípulos

Foram cerca de mil e quinhentos os jovens que participaram na X Jornada Diocesana da Juventude, no passado Domingo, 21 de Abril em Lisboa. Com o tema “Ide e fazei discípulos de todas as nações” (Mt 28, 19) os jovens escutaram o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. José Policarpo e das suas palavras fica a interpelação para que sejam missionários longe e perto. Publicamos o testemunho de um jovem da Vigararia de Oeiras.

Partimos para a X Jornada Diocesana da Juventude da Diocese de Lisboa provavelmente como o menor grupo que participou na JDJ. Confiantes na promessa que o Senhor nos fez – “Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles” (Mt 18,20), partimos com muita alegria e com a cruz em madeira feita para os nossos encontros de jovens que é uma reprodução da cruz da Jornada Mundial da Juventude.

À medida que fomos passando pelas diversas estações de comboio, entre Oeiras e Algés, fomos vendo muitos jovens de T-shirt branca (cor escolhida pelos jovens da vigararia de Oeiras) cujo entusiasmo era notório. Em Algés, onde fomos recebidos com cânticos dos jovens locais o nosso número de três elementos já tinha aumentado e tornamo-nos num grupo bem expressivo.

No pavilhão do externato de São José que ficou lotado com a presença de tantos jovens, começámos por ter um momento de muita alegria proporcionado pelos jovens do Centro Universitário Padre António Vieira (CUPAV) e depois ouvimos o Pe. Miguel Almeida falar-nos um pouco sobre a vida de S. Francisco Xavier. Para além da história sobre a vida de um homem e um santo extraordinário que se esgotou no seu trabalho missionário na Índia e no Japão, impressionou a persistência com que S. Inácio de Loyola interpelava S. Francisco com o Evangelho para que se convertesse totalmente a Cristo. Inspirados pelo exemplo desse grande santo e com algumas pistas para reflexão, iniciámos a nossa caminhada até aos jardins de Belém. Era impressionante o mar de jovens que seguiam para Belém e iam enchendo as ruas. Nesta altura, já dois rapazes da Paróquia de Linda-a-Velha tinham-se juntado ao nosso mini grupo e íamos conversando com seminaristas que se ofereceram para nos ajudar a levar a Cruz.

A seguir ao almoço partilhado com o grupo que foi aumentando ao longo da manhã o Eng.º Fernando d’Oliveira falou-nos de forma contagiante como podemos transformar os vincos da folha em branco – que é a nossa vida – em algo que podemos dar aos outros. O casal Maria João e Gonçalo Archer realçou a importância do discernimento antes de tomarmos decisões importantes na nossa vida e o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, depois de falar um pouco sobre si, leu-nos uma prece de gratidão relativa a aspectos importantes de ser cristão hoje.

Na Praça do Império, rezámos o terço com a ajuda das Equipas de Jovens de Nossa Senhora ao qual se juntaram mais jovens da paróquia de São Julião da Barra. Foi também tempo parar um pouco e sentir a leve brisa que vinha aliviar o calor que se fazia sentir.

Depois de termos visto um vídeo preparado pelo Serviço da Juventude sobre evangelização, o Cardeal Patriarca falou-nos da incrível experiência missionária dos portugueses. De todas as dioceses que existem no mundo, 500 têm na sua base trabalho missionário de portugueses, incluindo de muitos leigos comprometidos. D. José Policarpo falou-nos também da necessidade de sermos missionários nas nossas famílias, escolas e trabalhos e de que não podemos ser missionários no exterior se não conseguirmos ser missionários nestas vertentes.

A Eucaristia foi celebrada no Mosteiro dos Jerónimos num ambiente de alegria serena para o qual contribuiu e muito o Coro de São Jerónimo. No final da JDJ, ainda fomos brindados por um concerto dos Anima Christi com muito boa música, muita animação e algumas coreografias mais engraçadas.

Cansados mas de coração e alma cheios, voltámos para as nossas casas com a vontade de para o ano voltarmos a participar na JDJ e de colocar em prática aquilo que vimos e vivenciámos. Podemos ter começado como um dos grupos mais pequenos mas terminámos o dia com o reforço do nosso sentido de pertença a um grupo maior que abarca a nossa Diocese, o nosso país e os cristãos de todo o mundo.

 

Texto: Ricardo Pereira (Paróquia de São Julião da Barra, Vigararia de Oeiras)

Fotos: João Cláudio

 

 

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